segunda-feira, 22 de junho de 2015

FLORES DA MINHA SERRA



Tudo se passa,
          quando a Manhã nasce na Serra,
como se uma flor abrisse 
e pelo ar
o seu perfume subisse...



SEBASTIÃO DA GAMA
Itinerário Paralelo


























quarta-feira, 3 de junho de 2015

BARRAGEM DA COVINHÃ






"Combate-se o argumento com o Conhecimento  com o Saber, mas não com a ignorância".



Jean Luis Montero Fenollós






                                               Maria da Glória Ferro dos Santos Dias
                                            Maria da Glória Ferro dos Santos Dias
                                             Maria da Glória Ferro dos Santos Dias

segunda-feira, 1 de junho de 2015

CAMILO PESSANHA



     À Professora Doutora Paula Morão, que me     ensinou a ler.


 Maria da Glória Ferro dos Santos Dias        












              
                   

                 ROTEIRO DA VIDA I





Enfim, levantou ferro.
Com os lenços adeus, vai partir o navio.
Longe das pedras más do meu desterro,
Ondas do azul oceano, submergi-o.


Que eu, desde a partida,

Não sei onde vou.
Roteiro da vida,
Quem é que o traçou?


Nalguma rocha ignota 

Se vai despedaçar, com violento fragor...
Mareante, deixa as cartas da derrota.
Maquinista, dá mais força no vapor.


Nem sei de onde venho,

Que azar me falou?
Das máguas que tenho,
Os ais porque os dou...


Ou siga maldito,

Co'a bandeira amarela...


..............................................................................................


Pomares, chalets, mercados, cidades...
A olhar da amurada,
Que triste que estou!
Miragens do nada,
Dizei-me quem sou...



 Maria da Glória Ferro dos Santos Dias   
                  Maria da Glória Ferro dos Santos Dias                  
                                       




ROTEIRO DA VIDA II


             NESGAS AGUDAS DO AREAL II




                Maria da Glória Ferro dos Santos Dias
         Maria da Glória Ferro dos Santos Dias                  

Negras agudas do areal
E gaivotas que voais em redor do navio,
Tornai o meu cérebro mole, Canal
E desertos inundados de sol! -
Meu pobre cérebro inconsequente e doentio!


No qual uma rede se desenha,
Complicada de sofrimentos irregulares
- Águas que filtrais na areia! -
Que o sol sem mancha, o cristal sereno,
Antes que o crepúsculo venha,
O crepúsculo e as larvas tumulares,
A impureza inútil dissolvei-a.

Volatilize ao seu doce calor

A fria e exangue liquescência.
Um hálito! Não embaciará de veneno
Indecisa, incolor
Do azul o brilho e a viva transparência


Recortes vivos das areias,

Tomai meu corpo e abri-lhe as veias.
O meu  sangue entornai-o,
Difundi-o sob o rútilo sol,
Na areia branca como um lençol,                                    Ao sol triunfante, sob o qual desmaio.



                          Maria da Glória Ferro dos Santos Dias                  



                                                                                                                   
ROTEIRO DA VIDA III 


CRISTALIZAÇÕES SALINAS 


 
                                             Maria da Glória Ferro dos Santos Dias                      



Cristalizações salinas,
Myrrai na areia o plasma vivaz,


Não se desenvolvam as ptomaínas.
Que adocicado! Que obsessão de cheiro!
Putrescina! - Flor de lilás!
Cadaverina! - Branca flor do espinheiro!


Só meu crânio fique

Rolando insepulto no areal,
Ao abandono e ao acaso do simüm...
Que o sol e o sal o purifique.









CAMILO PESSANHA
     CLEPSYDRA